Oferta de 650 serviços digitais ajuda no combate à pandemia

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Categoria: Webinar

Secretário especial relata agenda de projetos e articulações e destaca: Brasil também precisa cuidar de empresas e empregos

Por Juliana Scardua, Íntegra Comunicação Estratégica, especial para o Instituto Besc

Cuidado com planejamento, sem prejudicar demasiadamente o amanhã. Essa é a tônica das ações capitaneadas pela Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia no combate aos efeitos da pandemia provocada pelo novo coronavírus. Entre as medidas intensificadas está a digitalização de serviços ofertados pelo governo. Desde o ano passado, já são 650 soluções migradas do atendimento exclusivamente presencial para o atendimento 100% online.

De acordo com o titular da secretaria, Paulo Uebel, a intensificação dos processos de modernização e digitalização é uma das plataformas de sustentação à manutenção da chegada de serviços essenciais ao cidadão, na ponta. Exposição das ações da Secretaria Especial de Desburocratização foi feita durante nova live realizada pelo Instituto Besc de Humanidades e Economia, por meio da Assembleia Permanente para a Eficiência Nacional, reunindo executivos de diferentes segmentos econômicos nacionais e internacionais.

Conforme Uebel, a pasta tem mantido diálogo constante com o Congresso Nacional, governadores e prefeitos, numa agenda político-institucional com foco na responsabilidade fiscal. Internamente, na equipe econômica do governo federal, entre as soluções discutidas estão a agilidade na tomada de empréstimos, na abertura de empresas e operações como a assinatura de contratos. “Temos trabalhado muito isso, com vários órgãos, para que as pessoas tenham mais acesso aos serviços públicos, com segurança. Estamos mobilizados aqui no governo em não deixar ninguém para trás. Esse é o nosso lema”.

O secretário destaca que o empenho é salvar empregos e empresas, sem deixar de lado os cuidados essenciais para conter o avanço do coronavírus sobre os brasileiros. “Sabemos que nenhum país do mundo sobreviverá à crise se perder todas as suas empresas e os seus empregos. Estamos trabalhando muito, com diferentes órgãos, para garantir o mínimo de condições para que empresas possam continuar trabalhando, garantindo seus suprimentos, para que a população também possa ter a segurança de que não ocorrerá nenhum desabastecimento. Termos o tecido social sob controle funcionando, dando atenção às pessoas contaminadas”.

Cabotagem e pós-Covid – O panorama da logística de transportes, com especial atenção à cabotagem, também foi debatida na nova edição da série de lives empreendida pelo Instituto Besc, reunindo lideranças de diversos players nacionais. Julian Thomas, diretor-superintendente da Hamburg Süd Brasil, Uruguai e Argentina e da Aliança Navegação e Logística, relata o cenário nunca antes visto no setor, fortemente influenciado pela escalada do câmbio e pela queda na produção industrial e nas atividades comerciais com as medidas de isolamento social.

“Dependendo da região, caiu de 30% a 40%, o que prejudica a provisão de contêineres. Nossa querida cabotagem tem a primeira queda, em 20 anos, em 30%. É um quadro dramático, mas não surpreendente, devido à situação que todos estamos vivendo”. Para o executivo, o cenário pós-Covid também precisa ser pautado pela promoção de tratados comerciais mais plurais e “equilibrados”, que não tenham apenas o mercado chinês como cliente prioritário das commodities brasileiras.

Também nas perspectivas do pós-Covid, executivos participantes da live compartilharam a crença de que um “novo normal” se estabelecerá no comportamento social e nas relações econômicas. Para Ingo Plöger, conselheiro de administração de companhias como a Bosh, o home office tende a se estabelecer e as relações de trabalho e emprego serão ressignificadas. “O mundo mudou. Não temos clareza de como vamos sair e como será o mundo depois”.

Julian Thomas chama a atenção, entre as tendências, para o fortalecimento da produção local. “Será uma tremenda oportunidade ao Brasil para fazer um ‘freio’ de arrumação, para ganhar mais competitividade no cenário internacional por meio de algumas medidas que precisam ser tomadas. Câmbio, com inflação mais controlada, é uma boa base para a reconstrução dessa competitividade”, ressalta o diretor da Aliança Navegação e Logística.

Os eventos on-line são realizados semanalmente, às terça-feiras, das 17h às 18h30 (horário de Brasília). A participação é aberta ao público e visa a promoção do debate qualificado sobre questões nacionais de relevância pública, sobretudo neste momento de pandemia. Os eventos são realizados com o patrocínio das marcas Aliança, Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), Companhia Brasileira de Contêineres (CBC), Dex Soluções, Iochpe-Maxion, JSL, Movida e Scania. Saiba mais sobre o Instituto Besc de Humanidades e Economia e acompanhe a agenda de eventos por meio dos perfis no LinkedIn e Facebook.

Confira como foi o webinar

https://www.youtube.com/watch?v=LcecjQQUFsU

Data: 12/05/2020

Crédito da foto: Divulgação/Pixabay/