Pandemia é startup de inovação em segmentos tradicionais

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Categoria: Webinar

Executivos reunidos em novo webinar promovido pelo Instituto Besc fortalecem a troca de ideias e práticas no combate à pandemia

A pandemia causada pelo novo coronavírus também se revela uma startup de aceleração de novos processos nas operações dos segmentos atacadistas e distribuidores no Brasil. Rapidamente, controles manuais são substituídos por validações digitais e outras inovações, impulsionando a incorporação de tecnologias disponíveis para o bem da saúde humana e da segurança dos negócios.

O movimento é confirmado por líderes do mercado de logística reunidos em webinar promovido pelo Instituto Besc de Humanidades e Economia. “A pandemia tem sido uma startup de aceleração do futuro. Muitos estão neste momento usando a tecnologia disponível e mudando todo o seu processo”, destaca o presidente da Fetransul e conselheiro nacional do SEST-SENAT, Afrânio Kieling.

Para Urubatan Helou, diretor-presidente da Braspress Transportes Urgentes e controlador do Grupo H&P, o conceito de disrupção se fortalece como motor dos negócios. Cita como exemplos ferramentas de comunicação e, também, de mensuração da produtividade de colaboradores que estão em regime de home office, sistema de trabalho que se consolidará, na opinião de vários executivos. “Não há outra forma de ascensão, de sobrevivência, de crescimento: fazer disrupção é algo inerente aos negócios. Não é um ato de coragem. É uma necessidade. Os escritórios vão acabar? As grandes lojas de varejo e os shoppings centers vão fechar? É claro que não, mas o online vai se fortalecer. Contudo, a grande disrupção que precisa mesmo ser feita é no âmbito do Estado. Os setores produtivos do país não suportam mais carregar esse Estado obsoleto, pesado e oneroso, que toma da sociedade 40% do que se produz com sua carga tributária extorsiva”.

Na JSL, gigante de logística com cerca de 22 mil colaboradores e 230 filiais no Brasil e demais países do Mercosul, o diretor-executivo Adriano Thiele relata a rápida implantação de comitê de gestão de crise na companhia, de onde derivam várias medidas no combate aos efeitos do coronavírus. Entre as adaptações, o fornecimento de automóveis para o transporte de parte dos colaboradores (um veículo para cada três funcionários, que se revezam na carona, reduzindo o risco de infecção com o uso de transporte público), adoção de home office por parte das equipes, medição de temperatura dos funcionários e apoio às famílias dos colaboradores e aos caminhoneiros autônomos – cerca de 8 mil atuam diretamente junto à empresa.

A JSL atende a 16 diferentes segmentos econômicos, da mineração à distribuição de bens de consumo como medicamentos. “Não tivemos nenhuma ruptura operacional. Estamos numa posição privilegiada neste momento, dada nossa diversificação”, sinaliza o diretor-executivo. A rotina de forte mobilização se soma a ações de solidariedade, como a entrega de doações de alimentos a pessoas em vulnerabilidade social. “Não é uma ajuda. É uma responsabilidade social neste momento difícil que todos estamos. Não sabemos do futuro, mas uma coisa é certa: vai passar.

Precisamos remar e garantir que a gente chegue à outra margem, para continuar a nossa jornada”.

Confira o webinar completo

https://www.youtube.com/watch?v=cQXhe116208

Data: 19/05/2020

Crédito da foto: Divulgação/Pexels/Tiger Lily